PAUSA PARA LEITURA

Está sem ideia de um bom companheiro para esse período de isolamento social?  Segue uma seleção de livros feitos, no bairro, sobre o bairro ou de qualquer lugar.

Pra começar, que tal uma autora do bairro? Depois de mais de 25 anos de experiência em jornalismo televisivo, a moradora Luize Valente – à frente da campanha das cestas básicas de alimentos e produtos de higiene para comunidades carentes – dedica-se, desde 2016, exclusivamente à literatura e à dramaturgia e já teve livros vendidos para Portugal, Itália, França, Holanda, Albânia e Polôni. Ela é autora dos romances “Sonata em Auschwitz”, “Uma Praça em Antuérpia” e “O Segredo do Oratório”, que misturam personagens fictícios a fatos históricos, criando narrativas envolventes e emocionantes. Sua obra mais recente é o livro de contos “Do tempo em que voyeur precisava de binóculos”.

Já o simpático “O Rio de Clarice: passeio afetivo pela cidade” mostra que o bairro do Jardim Botânico fez parte do roteiro da escritora Clarice Lispector. Organizada por Teresa Montero – que em tempos normais oferece esse tour pela cidade –, a obra conduz o leitor por sete caminhos claricianos. Um passeio que vai da Tijuca ao Leme, passando pelo centro, Catete, Cosme Velho e Jardim Botânico. Sim, a escritora frequentou o parque – onde há até um espaço em sua homenagem –, fez fisioterapia na ABBR e veio a falecer no Hospital da Lagoa. A relação afetiva de Clarice com o Rio de Janeiro é demonstrada em citações extraídas de sua obra. O livro é um primor. Vale a leitura, assim como as obras de Clarice Lispector.

Para aqueles que precisam ir mais longe nestes tempos de isolamento social, uma dica é a trilogia “O século”, de Ken Follet, que faz um passeio histórico pelo século XX, com os títulos “Queda de Gigantes”, “Inverno do Mundo” e “Eternidade Por um Fio”. Cada volume tem cerca de 900 páginas. Se o tamanho dos livros intimida, a leitura é estimulante, entrelaçando as vidas de personagens fictícios e reais do século XX, de Churchill e Kaiser Guilherme a Nikita Khruschev, passando por Trótski e Franklin Roosevelt. Além da vantagem de não precisar carregar peso no transporte público ou em uma viagem, o momento é oportuno para resgatar a história e lembrar que muitos erros podem – e devem – ser evitados.

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