JOYCE MORENO & ZÉ RENATO

Ela tem mais de 50 anos de carreira; ele, um pouco menos. Ela é natural do Rio de Janeiro; ele, do Espírito Santo. Ela mora entre o JB e a Cobal há mais de 20 anos; ele mudou-se a apenas dois para lá do mercado. Mas isso são detalhes. Os trabalhos de Joyce Moreno e de Zé Renato são reconhecidos nacional e internacionalmente, incluindo inúmeros parceiros de peso e até meia dúzia de canções que levam a assinatura dos dois.

Em março, quando toda essa loucura começou, Joyce estava na Europa.  Chegou a fazer shows na Finlândia e na Alemanha, mas as apresentações da Itália foram canceladas, e ela retornou ao Brasil.  De seu apartamento no Humaitá, Joyce começou a fazer lives, seja para o projeto SESC ao Vivo seja para o International Jazz Day, organizado pelo Blue Note de Tokyo.

Na época em que foi entrevistada pelo JB em Folhas, em 2017, a cantora já incentivava o comércio local. O hábito foi reforçado durante a quarentena, com ajuda da página Compre do Pequeno, que divulga o comércio do bairro. Graças ela, Joyce fez compras diversas, de bolo de aniversário a itens de papelaria. Sem falar no Carioca Zen, do qual já era cliente.

– Estou comprando tudo pelo sistema de delivery. Não sairei de casa enquanto as coisas não mudarem. No momento, o objetivo é sobreviver e manter a saúde física e mental, o que não é pouco – afirma.

Zé Renato também estava com a agenda cheia de shows, quando a pandemia se instalou. Em dezembro de 2019, ele lançou o álbum “O amor é um segredo”, uma homenagem a Paulinho da Viola. O repertório – que reúne pérolas raras do Paulinho, algumas delas, até então, gravadas somente pelo próprio compositor – começa a ser incorporado às lives que Zé Renato tem feito, como o Festival Ziriguidum em Casa e a Live in JB.

O intérprete morou em alguns lugares na Gávea, bairro onde tem vários amigos e sua feira preferida, na praça Santos Dumont. No novo endereço, Zé Renato gosta da possibilidade de encontrar amigos e parceiros, eventualmente: “Sem dúvida, é estimulante”. Caseiro por natureza, ele acredita que sua rotina não mudou muito na quarentena. Ele continua, basicamente, cozinhando, lavando louça (com um pouco mais de frequência, é verdade) e tocando violão. O que alterou foram as caminhadas pela Cobal e outros lugares da vizinhança, cafés e restaurantes.

– Acho que, dificilmente, isso passará totalmente, mas, de qualquer maneira, quando a situação melhorar e tivermos segurança para andar pelas ruas, a primeira coisa que farei será retomar minhas caminhadas na Lagoa – afirma.

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