RODRIGO SANTOS

Para o músico Rodrigo Santos, o saldo positivo da pandemia foi o reforço dos laços familiares. O isolamento abriu novas frentes de trabalho para ele, que compôs cerca de 70 músicas e participou de mais de 30 lives ao longo da quarentena. Em abril, lançou o CD “Cazuza em Bossa”, com Roberto Menescal e Leila Pinheiro; está terminando um novo livro; passou a dar aulas de violão e baixo; grava músicas e mensagens de presente; e, ainda em agosto, lança novos single e álbum solo. Para fazer tudo isso, contou com o envolvimento da família toda, apesar dos compromissos de cada um:

– O Leo (21 anos) montou um mini estúdio pra mim, o Pedro (14 anos) me ajudou com os aplicativos e a Pati, minha mulher, com os cenários para os vídeos – conta Rodrigo.

Estudante de Direito e com estágio em um escritório grande de advocacia, Leo tem dedicado pouco tempo à banda Amarelo Manga. Apesar da dificuldade em conciliar tudo, o rapaz faz questão de lembrar a melhor lição que seu pai lhe ensinou: “apreciar as pequenas coisas, pequenos gestos, ver beleza no que muitas vezes está escondido para os outros”.

Tempo não é problema para Rodrigo e, para o ex-baixista do Barão Vermelho, ele não para. Uma novidade da temporada são os áudios e vídeos de “Message in a Bottle” e “Every Breath You Take” gravados com o Overdriver Duo e o ex-The Police Andy Summers, que somam mais de 5 milhões de visualizações. A parceria está rendendo até convites para tournês internacionais. Por falar em shows, Rodrigo conta que, em julho, fez sua primeira apresentação depois do início da pandemia em um drive-in: “Estava com saudade de tocar com banda. Foi muito emocionante estar diante de uns 100 carros buzinando e piscando faróis, uma experiência completamente inusitada”, garante.

Enquanto a rotina não volta ao normal, Rodrigo prepara o lançamento de “Livre”, com músicas em parceria com Guto Goffi, Mauro Santa Cecília e George Israel, para o dia 28 de agosto. O tema do novo álbum gira em torno da liberdade, de sua volta ou da falta que ela faz. A maioria das músicas foi composta nas voltas de Rodrigo – de máscara e bicicleta – pela Lagoa: “Livre é como eu queria estar. Ser livre é uma questão que envolve muitas coisas. É combater o racismo, o fascismo, o negacionismo, o vírus. É estar conectado com a natureza. Valorizar o “ser”, a alma, o coração e não o dinheiro”, acredita.

O primeiro single, “Quem sabe mais”, é uma homenagem ao jornalista Rodrigo Rodrigues, que morreu vítima de COVID-19 no final de julho. A música foi composta na madrugada seguinte ao falecimento do amigo, que havia conhecido há cerca de dois anos e com quem dividia duas paixões: a música e o Flamengo.

– O disco já estava pronto, compus embalado pela dor da perda. Foi o que me consolou. Nestes tempos estranhos, minha despedida é esta canção – assume.

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