SER PAI É…

Muito se fala nas maravilhas de ser mãe e, por muito tempo, a figura do pai ficou em segundo plano. Mas isso é coisa do passado. Da mesma forma que as mulheres pleiteiam igualdade de direitos, os homens querem o reconhecimento de seu papel de pai, que, segundo o cineasta e pai da Ana (18 anos) Mário Diamante, “é a melhor coisa do mundo”.

No Jardim Botânico, não faltam exemplos desse novo modelo de pai, sempre presente e orgulhoso de suas crias, como fizeram questão de exibir o músico Rodrigo Santos e Flávio Datz, proprietário do La Carioca, na Live in JB #12 em homenagem ao Dia dos Pais. No meio de todas as tristezas e dificuldades vividas nesses tempos de quarentena, os dois encontraram um efeito colateral positivo: o convívio intenso com os filhos.

Flávio já era pai de Daniel (21 anos), Laura (17 anos) e Francisco (15 anos) quando mudou seu ramo de atuação, em 2011, movido por duas paixões: surf e ceviche. “A ideia era abrir o La Carola, mas o nome já estava registrado. Quem acabou batizando o restaurante foi a Laura, então com 7 anos, que simplificou o conceito que a gente queria: um lugar de ceviches como os da praia equatoriana, com um toque carioca”, orgulha-se ele, para quem ser pai é a maior missão e a melhor coisa da vida.

Orgulho é também o que sente seu filho mais velho por ele, que admira o alto astral e o jeito de ser de bem com a vida do pai. Para a data especial, Daniel gostaria de dar uma prancha de surf nova para Flavão – como é conhecido: “Roupa ele não liga. No dia a dia, o que ele mais usa é a camiseta do La Carioca”, observa.

Já para Rodrigo Santos, pai de Leonardo (21 anos) e Pedro (14 anos), a paternidade demanda uma responsabilidade grande, porém, o amor e o prazer que se experimenta, para ele, são intensos e absolutos: “É a melhor coisa da vida”, atesta.

O jornalista Pedro Neville é marinheiro de primeira viagem e está babando Benjamin, de cinco meses. Como ele chegou bem no começo da quarentena, Pedro está aproveitando cada momento em casa para aprender o novo ofício: “Ser pai é ter a chance de melhorar esse mundo, colocando mais um gente boa por aí. Tô tentando ensinar tudo o que eu sei de melhor para ele”, idealiza.


Guido Gelli – pai de Antonia, Clarice e Maria, de 25, 22 e 19 anos, respectivamente) – pega carona na expressão que diz que ser mãe é padecer no paraíso: “Se for isso, diria que ser pai é passear no paraíso, viver no paraíso”, afirma ele, para quem a vida mudou completamente à chegada de cada uma de suas filhas. Para ele, não tem coisa melhor do que ser pai, especialmente junto à mulher Helena.

– A primeira vez que você ouve o filho dizer “papai”, o coração pula, vai pra cima, vai pra baixo. É uma emoção inesquecível – diz Guido, emocionado.

Jornalista e pai de Sofia (17 anos), Marcus Veras experimentou a paternidade aos 50 anos e tem uma visão especial da situação, comparando a experiência a embarcar num navio, sendo, ao mesmo tempo, passageiro e tripulante: “Das viagens que eu já fiz até hoje, sem dúvida, essa é a melhor de todas”, afirma.


Pai de Tiago, de 26 anos, e de Mark Benjamin, de 21, o diretor de teatro Daniel Herz acha a experiência que cada filho traz surpreendente, avassaladora e única. Ele acredita que o mais importante é amar não o projeto idealizado que se tem dos seus filhos, mas amar o que eles realmente são.

– Aprender a amar as diferenças é incrível – resume, com orgulho, Daniel.

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