PELOS PARQUES DO BAIRRO

Após sete meses de confinamento e com a pandemia ainda instalada no país, estar ao ar livre é a melhor indicação para quem não aguenta mais ficar em casa o tempo todo. Mas, mesmo do lado de fora, ainda há muitas regras a serem seguidas, do uso de máscaras e álcool gel a agendamento de visita.

Jardim Botânico

O primeiro passo para passear pelas aleias do Jardim Botânico do Rio de Janeiro é marcar o dia e a hora no site da instituição. O acesso ao JBRJ neste período está sendo feito apenas no portão principal, na rua Jardim Botânico 2008, ou pela entrada junto ao Serpro, na Pacheco Leão, restrita apenas a quem tem a carteirinha de sócio do Jardim Botânico, como a jornalista Lu Fraga, que tem utilizado o parque para correr: “Procuro chegar na hora que abre, a fim de evitar cruzar com outras pessoas. Na Lagoa, onde eu corria antes da pandemia, está muito cheio e com muitas pessoas sem máscara”, alerta. Muitos moradores não gostaram dessa decisão do parque, especialmente os mais idosos. Letícia Garzon, que costumava caminhar no parque, não ficou satisfeita: “É muito longe. Eles poderiam abrir a entrada da Pacheco Leão com Jardim Botânico, pelo menos para os sócios”, sugere.

Para que ninguém fique frustrado, é bom conferir antes os espaços que estão abertos para visitação. Atualmente, estão abertos a loja Amigos do Jardim, o Centro de Visitantes, o Garden Café, o cactário, o bromeliário, o parquinho infantil, a Casa dos Pilões e a estufa e o ateliê Mestre Valentim. O Museu do Meio Ambiente, o orquidário, o Jardim Sensorial e o café da Praça do Teatro – antigo La Bicyclette e Jarbô – seguem fechados. Este último, inclusive, ainda não teve sequer novo edital para exploração do espaço.

Apesar das restrições, as trilhas temáticas (Histórica, Evolutiva, das Artes e das Árvores Nobres) e dedicadas a biomas brasileiros (Amazônica e do Cerrado), com percursos pré-estabelecidos, permitem que o visitante tenha uma boa experiência e veja com outros olhos o mesmo jardim. Para facilitar a orientação, há folhetos impressos ou para download no site e um aplicativo do JBRJ, com mapa, trajeto e informações sobre os pontos de interesse de cada trilha. Uma novidade da temporada é a instalação In Vitro, do artista Mario Fraga, composta por 18 pares de peças de vidro pintadas à mão e exposta na alameda Samambaias, que dá acesso à estufa Mestre Valentim. Quem já foi avisa que o melhor horário para visitá-la é entre 9h e 11h. A exposição vai até 2 de dezembro.

Os protocolos adotados pelo JBRJ levaram-no à obtenção de dois selos importantes: o Safe Travels, selo internacional de segurança em saúde e higiene emitido pelo Conselho Mundial de Viagens e Turismo, e o selo de Turismo Consciente, concedido pelas secretarias de Estado de Saúde e de Turismo do Rio de Janeiro. Entretanto, para que os passeios sejam realmente seguros, é preciso que os visitantes façam sua parte, usando máscaras o tempo todo e respeitando a sinalização e a orientação dos funcionários do parque.

Parque Lage

Visitantes conscientes são sempre bem-vindos, especialmente nos lugares em que o controle é um pouco menor. O Parque Lage também está aberto todos os dias, das 9h às 17h, com álcool em gel, controle de temperatura e um aparelho de contagem de visitantes que registra o número de pessoas que entram no parque. Graças a esse contador é possível confirmar o que a fila na calçada do lado de fora nos finais de semana sugere: no sábado, dia 3/10, por exemplo, mais de duas mil pessoas entraram no parque.

O fluxo grande de pessoas levou o Parque Nacional da Tijuca – do qual o Parque Lage faz parte – a limitar o número de pessoas que acessam a trilha Parque Lage-Corcovado, que chegou a registrar um aumento de 400%. Desde o dia 19 de setembro, são permitidas apenas 25 pessoas, por hora, das 9h às 14h. Esta limitação acontece somente nos fins de semana e feriados.

Mesmo com fila para entrar, a área verde do Parque Lage é grande o bastante para que ninguém precise ficar a menos de dois metros de distância de outros grupos. Assim como o JBRJ, há várias atrações do lugar que estão fechadas: parquinho infantil, oca, grutas, aquário, torre e as Cavalariças, com exceção de uma única sala, onde está instalado um centro de informações do Parque Nacional da Tijuca, aberto de 4ª a domingo, das 9h às 17h.

A casa ao lado das Cavalariças, na qual funcionou a Associação de Amigos do PNT encerrada em dezembro de 2019, está sendo reformada e abrigará funcionários do ICMBio. No muro do parque, porém, não se vê sinais de manutenção, nem mesmo no ponto em que uma árvore caiu e levou com ela toda a estrutura no temporal de setembro. A falta de zelo dos gestores influencia a falta de cuidado também por parte dos frequentadores, que deixam lixo espalhado e até máscaras pelo caminho.

A Escola de Artes Visuais segue com aulas e eventos on-line até o final do ano, mas sua biblioteca já foi reaberta, com acesso público de terça a sexta, das 9h às 17h. Também no Palacete, o café Plage já está funcionando com um número menor de mesas, que, mesmo numa segunda-feira de manhã, estavam ocupadas. Seu quiosque na área externa abre apenas nos finais de semana.

– Trabalho perto e sempre que posso dou uma escapada até aqui. O café sempre tem movimento, mas o resto do parque é bem vazio de manhã – observa a representante comercial Sandra Nascimento.

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