MOBILIDADE EM TEMPOS DE PANDEMIA

A pandemia de COVID-19 mexeu com a maneira como as pessoas se deslocam pela cidade. O transporte público – tão necessário em tempos normais – foi praticamente abandonado durante o lockdown inicial. Com a flexibilização, já tem muita gente andando a pé e de bicicleta pelas ruas do Jardim Botânico, Gávea e Humaitá. Nos casos de distâncias maiores, indispensáveis mesmo durante a quarentena, a solução mais adotada por aqui tem sido o Uber ou o bom e velho táxi, desde que motorista conhecido.

Moradora do Jardim Botânico, Maria da Glória Greve costumava chamar a taxista Ana Márcia Rodrigues, vizinha do bairro, quando precisava ir a algum lugar mais distante: “Faz tempo que não uso, mas ela é excelente. Quando viajava, podia contar com ela para me levar e trazer do aeroporto. Uma tranquilidade”, garante.

Ana Márcia mora na rua Lopes Quintas e trabalhava com a Horto Táxi até o mês passado. Passou os três primeiros meses da pandemia em casa, mas depois precisou voltar a rodar com seu táxi. Como as poucas corridas que pegou não garantiam seu sustento, ela fez um test-drive do sistema por aplicativo e, há um mês, virou Uber.

– O custo das corridas para o passageiro é bem menor com o aplicativo e até pessoas da minha família deixaram de pegar táxi. Me tornei Uber oficialmente há um mês e estou trabalhando muito mais. Já peguei várias viagens para Campo Grande, Belford Roxo e Nova Iguaçu. Na volta, acabo desligando o aplicativo para não parar em locais ainda mais afastados de casa – admite ela, que gostou do serviço oferecido pelo centro de higienização da Uber.

Na Fonte da Saudade, a moradora Alice Pellegatti utiliza os serviços do ponto da Sacopã há mais de 20 anos e conhece vários motoristas que trabalham ali. Para ela, é fundamental saber no carro de quem está entrando: “Eu não costumo andar de Uber porque não gosto de entrar em carro que não conheço, ainda mais quando os vidros são escuros. O Jackson é um menino muito bacana, responsável e pontual. Até viagem ele já fez pra gente”, elogia.

Francisco Jackson veio do Nordeste ainda criança e seu primeiro trabalho foi como motoboy. Ele começou a fazer ponto como motorista de táxi na Sacopã há 6 anos e conquistou a confiança de Alice e sua família com seu jeito discreto e prestativo. Como ela, Jackson tem outros clientes a quem presta serviços em dias e horários fixos, mas, com a pandemia, o movimento diminuiu um pouco: “Muitas pessoas ainda estão em home office, uma exceção é uma dentista que costumo levar e buscar no consultório e até fazer pequenas compras”, conta o motorista.

Confiança é um fator importante na escolha de um motorista. A jornalista Malu Gaspar recomenda Pedro Gomes de Souza, que faz ponto nas imediações da Abade Ramos e atende muitos funcionários do Hospital da Lagoa e dos prédios comerciais vizinhos: “Ele é confiável, sempre bem disposto e sorridente, além de conhecer cada canto do JB”, atesta Malu.

– Eu trabalho como taxista há 40 anos e há mais de 20 faço ponto aqui. O movimento atualmente está muito fraco, em dias bons faço 50% das corridas que costumava fazer antes da pandemia. O que me salva são os clientes fixos que conquistei – afirma o paraibano de 60 anos.

O cantor e compositor Toni Platão, que não tem carro, é fiel aos taxistas e costuma usar os motoristas do ponto Lagoa Táxi, da Maria Angélica, sem preferência por algum em especial: “Seria injusto citar apenas um nome, mas o decano Sr. Wilson representa bem a turma toda”, acredita.

A moradora da Gávea Danielle Grynszpan conhece o Sr. Orlando, da Cooperativa Pedra da Gávea, desde que seu filho Ilan, hoje com 25 anos, era pequeno: “É de total confiança, e tem também o Antônio, que faz ponto na praça Santos Dumont. Os dois já me salvaram algumas vezes. Recentemente apelei para o Gabriel, que é motorista de Uber e se dispôs a levar e pegar um computador no conserto para mim”, indica.

Com o aumento de casos de COVID-19, é preciso estar atento aos cuidados básicos de higienização dos veículos. O ideal é rodar com os vidros abertos. Muitos carros estão circulando com uma placa acrílica; alguns motoristas improvisaram uma espécie de bolha, utilizando plástico transparente, preso com fita adesiva para se isolarem dos passageiros. A providência é boa, mas não é 100% eficaz, pois depende da higienização correta do plástico e do veículo. Em todos os casos, o mais importante é usar máscara e manter as mãos limpas.

Taxistas e cooperativas:

Pedro Gomes de Souza (ponto na Abade Ramos): 99998-7104
Orlando (Cooperativa Pedra da Gávea): 99961-1210
Antônio (ponto na praça Santos Dumont): 99735-1665
Gabriel (Uber, mas atende particular): 96449-4121
Francisco Jackson: 97041-1927
Lagoa Táxi (rua Maria Angélica): 2233-4605
Táxi Sacopã: 2527-0405
Horto Táxi: 2241-4222
Gávea Táxi: 2512-5228
JB Táxi: 2178-4000
Humaitáxi (rua Miguel Pereira): 2535-0730
Táxi Capitão Salomão: 97017-1041

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