O QUE HÁ DE ERRADO NAS RUAS?

Não há nada pior do que contratar um serviço e ele não ser feito no prazo ou, em pouco tempo, apresentar problema de novo. Se isso é ruim no plano pessoal, no público é ainda mais grave, afetando muito mais gente. Bueiros abertos, fios soltos, estacionamento irregular, buracos no asfalto, falta de poda e calçadas, muros, postes e canteiros sem conservação. Percorrendo a região, não faltam exemplos de coisas erradas, que deixam as ruas feias e até perigosas. Aproveitando que o prefeito está começando um novo mandato, o JB em Folhas percorreu a região e, com a ajuda de leitores, mapeou o que precisa de conserto, a fim de facilitar a administração pública.

Por ser muito frequentada pela população, a praça Pio XI é um termômetro de como a região tem sido cuidada. Durante o carnaval, porém, alguns moradores mandaram mensagens para o JB em Folhas, reclamando do lixo na pracinha e no seu entorno. O problema é que, devido à pandemia, muitos garis fazem parte do grupo de risco e estão de licença. Com isso, os que seguem trabalhando estão assoberbados. Segundo a Encarregada da Comlurb Maria Aparecida da Silva, a Pio XI tem sido limpa apenas às segundas, quartas e sábados. A praça foi adotada pela AMAJB em outubro de 2019. Na ocasião, ela pintou as grades do parquinho, mas não deu a devida atenção aos canteiros, cujas grades estão quebradas e retorcidas. Procurada, a associação não respondeu se segue responsável pela Pio XI. No site da prefeitura, a informação é: “quando a adoção compreende apenas conservação e manutenção, o prazo é de dois anos, renováveis por igual período”.

Na praça Santos Dumont, na Gávea, a situação é diferente. No início de fevereiro, uma parceria entre a Fundação Parques e Jardins e a Associação de Moradores da Gávea (AMA Gávea) resultou em um projeto de revitalização do espaço e mutirão de plantio com a participação de moradores, que se comprometeram em colaborar com a irrigação das novas árvores.

Neste mesmo mês, os pedestres do Humaitá foram surpreendidos por uma súbita falta de sombra nas calçadas. Segundo o presidente da Associação de Moradores do Humaitá (AMAHU) Luiz Carlos Santos, a Fundação Parques e Jardins explicou que engenheiros florestais da Comlurb teriam identificado a morte de seis árvores do canteiro central devido à infestação da praga “seca da mangueira”. Como havia risco de propagação para outras plantas do entorno, as árvores foram removidas e o replantio já começou.

De uma maneira geral bastante arborizada, a região sofre com a falta de podas preventivas de suas árvores. Os galhos enroscam-se na fiação aérea, encobrem a iluminação pública e, muitas vezes, os sinais de trânsito. Quem vem pela rua Jardim Botânico, em direção ao Humaitá, só percebe que o sinal está fechado ao chegar à esquina da rua Maria Angélica. O mesmo acontece na rua Frei Solano, que liga a Fonte da Saudade à Epitácio Pessoa. Ambos os cruzamentos são bastante movimentados e a obstrução da visão pode provocar acidentes.

A jornalista Beth Serpa chama a atenção para os fios entrelaçados em outros, caídos, soltos ou não, tão corriqueiros ao longo do caminho de lá até a Gávea. Operadoras de telefonia e empresas terceirizadas por ela ou pela Light são responsáveis por boa parte da bagunça. Não bastasse o enorme emaranhado de fios da instalação, na hora de fazer reparos e serviços de manutenção, largam sobras da fiação pelo chão ou penduradas nos postes. O difícil é saber quem é o responsável para poder reclamar o descuido. Os postes também entram nessa confusão e representam riscos. É o caso de um na esquina das ruas Nina Rodrigues e Jardim Botânico, que há anos está inclinado e com a base corroída. Quem deve ser responsabilizado em caso de acidente?

O perigo pode vir de cima ou de baixo. Todo mundo sabe que é dever do proprietário de um imóvel manter sua calçada em bom estado de conservação. Entretanto, o trecho da rua Jardim Botânico junto ao muro do Jockey Club há anos não passa por manutenção: “Está um horror”, destacou a fisioterapeuta Sabrina Couto no perfil do JB em Folhas no Instagram. Assim como o clube, o Parque Lage vem fugindo à responsabilidade. Apesar de já ter sido denunciado pelo JB em Folhas mais de uma vez, o muro da instituição apresenta vários pontos quebrados; sem falar no trecho derrubado por uma árvore durante um temporal em setembro de 2020, que segue com tapumes. Outro problema que segue sem solução ali perto há meses é um bueiro sem tampa, na esquina da rua JB com a Nascimento Bittencourt. O risco de acidente aumenta nos dias de chuva, quando a água cobre o buraco.

As reclamações sobre estacionamento irregular também são comuns. Tem gente que acha que só uma paradinha com o pisca-alerta ligado não é problema e para na porta de garagens ou em frente a faixas de pedestres e rampas de acessibilidade. Maurício Pfer, que trabalha na Comlurb, sinaliza que o recuo para ônibus na rua Jardim Botânico, em frente à ABBR (lado par), por exemplo, virou ponto informal de táxi, uber e caminhões.

Em um passeio pela orla da Lagoa também é possível verificar várias irregularidades, de lixo boiando a quiosques que construíram estruturas extras, cheias de luzes para a realização de eventos. Sem falar nas constantes denúncias de despejo de esgoto na água. A novidade deste verão são tendas gigantes para festas com muitos convidados.

Para reclamar de serviços prestados pela prefeitura, o melhor caminho é o 1746 O serviço é o principal meio de comunicação da prefeitura com cariocas e funciona 24h por dia, recebendo solicitações via telefone, site ou aplicativo.

Caso não obtenha uma resposta ou a providência esperada, a opção é recorrer à Ouvidoria municipal. O contato, porém, não consta no site da prefeitura. É preciso ser um pouco detetive, como a jornalista e moradora da Fonte da Saudade Simone Barreto, que descobriu – e gentilmente compartilhou com o JB em Folhas – o canal de comunicação correto: subzonasul.ouvidoria@gmail.com.

Já para os serviços de empresas privadas, a solução para questões não resolvidas diretamente é apelar para o Procon RJ. É possível registrar a reclamação no site ou no aplicativo da autarquia de proteção e defesa do consumidor. Se desejar atendimento presencial, é preciso agendar via telefone, WhatsApp ou e-mail.

Reclamações Prefeitura
1746site, telefone ou aplicativo
Ouvidoria: subzonasul.ouvidoria@gmail.com

Procon RJ
E-mail: reclame@procon.rj.gov.br Assunto: Agendamento
Telefones: 98596-4638 / 98596-5723
What’s App: 99374-1505 (só para agendamento)

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