O QUE MUDA COM AS MEDIDAS RESTRITIVAS NA REGIÃO

Completados um ano de pandemia, o agravamento da situação no Rio de Janeiro levou o prefeito a decretar uma série de medidas restritivas na cidade. Não chega a ser um lockdown, com fechamento de tudo, mas uma limitação de horário e número de pessoas em estabelecimentos comerciais, restaurantes, academias e salões de beleza. O funcionamento de hospitais, médicos, farmácias, bancos, mercados, feiras livres e colégios não foi alterado.

A Meimei Escola, por exemplo, segue uma cartilha bem detalhada desde o final de 2020, quando as aulas presenciais retornaram, e não precisou fazer nada além do que já vinha fazendo:

– A capacidade das nossas salas de aula, com mais de 70m2, é de até 50 alunos. Porém, por ser uma escola Montessoriana, nossas turmas têm, no máximo, 20 alunos. Sendo assim, mesmo quando estivermos com 100% das vagas preenchidas, podemos receber todos os alunos presencialmente – explica o diretor Hegel Braga.

Um dos setores impactados pelas novas medidas é o gastronômico. Após o protesto dos donos de bares e restaurantes, o horário de funcionamento desse tipo de estabelecimento foi ampliado para até as 21h nesta segunda semana de restrições. No caso do Braseiro da Gávea, até o sistema de entrega mudou:


– Estamos encerrando o atendimento às 21h, inclusive para delivery, que volta a ser feito apenas nas imediações. Entre os pratos mais pedidos, a Picanha ao Braseiro (foto) é campeã – destaca o proprietário, Marcos Pereira.

A padaria Século XX, em frente à TV Globo, suspendeu a tradicional “gelada” de moradores no final do dia. Armando Ascenção, proprietário do estabelecimento, sabe que as medidas são necessárias; problema maior é a falta de sincronização das entregas dos fornecedores: “A Ambev estava com os pedidos atrasados. Foi só vir a medida restritiva para enviarem vários engradados de cerveja em garrafa. O que eu faço agora com estas cervejas, que só podem ser consumidas no balcão?”, questiona o comerciante.

No Humaitá, a situação se agravou. Segundo a presidente da Associação de Empresários da Cobal Milene Bedran, “os prejuízos são horríveis” com a obrigatoriedade do fechamento de bares e restaurantes mais cedo:

– A Cobal tem outros poucos negócios. Fechados os restaurantes, o que estava deserto, fica morto – observa ela, que é proprietária dos estabelecimentos Las Brutas e Vivant.

Algumas áreas de lazer também foram afetadas. No Jardim Botânico do Rio de Janeiro, houve redução no número de agendamentos de visita, passando de 350 para 210 pessoas, suspensão de eventos culturais e fechamento dos cafés às 17h. Já no Parque Lage, tudo segue como estava. Na orla da Lagoa, é possível caminhar, correr e andar de bicicleta, o que muda é o horário de funcionamento dos quiosques para que não haja aglomeração.

Os clubes Piraquê, Militar e dos Macacos colocaram aviso em seus sites informando os ajustes adotados. Resumidamente: os clubes estão abertos até as 20h, com fechamento de seus bares e restaurante às 17h. Com isso, duas turmas do Chutebol no Militar precisaram ser remanejadas. Rodrigo Tupinambá, fundador do projeto que conta com a orientação de um infectologista, afirma que “as aulas serão mantidas enquanto não houver restrições a este tipo de atividade”.

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