O PAPO FLUIU NA LIVE #3 JB EM FOLHAS E HISTÓRIAS

A terceira live JB em Folhas e Histórias, realizada em 11 de março, foi como uma conversa entre velhos amigos, tendo como ponto em comum o Horto. Foi lá que o videomaker Pedro Marins nasceu e vive até hoje, quase o mesmo tempo que a cantora e compositora tem na região, estudada a fundo pela historiadora Laura Olivieri.

Coube a uma das idealizadoras e atual responsável técnica do Museu do Horto – que não tem sede e funciona como um museu de percurso – abrir os trabalhos. Laura sintetizou a origem da região, dividida em ondas de ocupação, que teve início antes da criação do Jardim Botânico do Rio de Janeiro e ainda preserva o mesmo perfil simples e trabalhador de seus moradores, apesar da atual valorização imobiliária. Sua contextualização deu margem a perguntas e comentários dos outros dois participantes, fazendo o papo fluir com naturalidade e clima de camaradagem.

Apesar de não se conhecerem anteriormente, Pedro e Fernanda têm a mesma idade e estudaram em escolas da região, como a Shakespeare e a Camilo Castelo Branco, que os levaram a valorizar a experiência de um ensino público de qualidade e a oportunidade de convívio com pessoas diversas. Não faltaram histórias de colegas e professores em comum e os caminhos diversos – algumas vezes cruzados – seguidos por eles. Pedro lembrou dos muitos blocos de carnaval, como o do Lili, antigo dono de bar na Pacheco Leão (mesmo endereço do Yumê), que o avô de Fernanda, que foi juiz e desembargador, ajudou a legalizar.

Ao longo da conversa fica claro que, no Horto, a natureza não é coisa que se admira da janela, faz parte da vida e do dia a dia de quem mora ali, com seus insetos e animais selvagens, frutas exóticas e banhos de rio proibidos. O Clube Caxinguelê foi lembrado como referência cultural, política e esportiva, que além de um concorrido campo de futebol, oferecia aulas de telecatch e campeonatos de autobol. Nessa hora, a turma que estava acompanhando a live fez questão de se manifestar contra a destruição do clube – fechado desde 2014 – e a incorporação de todo seu entorno ao Jardim Botânico do Rio de Janeiro.

Com história familiar inteiramente ligada ao Horto (sua filha é a quinta geração no lugar) e sempre à frente de campanhas de integração e mobilização social, foi Pedro quem melhor definiu a região: amor.

Ficou curioso? Corre no canal do JB em Folhas do YouTube e assiste a íntegra da conversa. Imperdível!

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