POR QUE VOLTAMOS AO LOCKDOWN PARCIAL?

Todo mundo já ouviu pelo menos uma vez na vida a máxima “com saúde não se brinca”. Apesar disso, o que temos visto há um ano é uma guerra de narrativas em que a saúde de todos parece não ter importância. Faltam empatia e espírito coletivo, sobram interesses. E isso não é só na política. Tem acontecido tanto a nível empresarial como pessoal.

O alerta é da diretora do Lach Laboratório Barbara Lucena, que percebeu a tendência a partir do crescimento da procura por testes de COVID-19 mais baratos como caminho mais fácil para receber um resultado negativo, ainda que falso. Para ela, o mais importante deveria ser salvar vidas; o que se vê, entretanto, é o egoísmo tornando-se fator agravante da crise, com pessoas negando a fragilidade dos resultados de determinados exames.

– As pessoas que recebem um laudo positivo reclamam e ficam chateadas por precisarem mudar seus planos. Nas empresas, a tensão é pela necessidade de afastamento de seus funcionários. Com isso, optam por realizar exames menos acurados, que acabam contribuindo para piorar a situação geral – atesta Barbara, destacando que tanto a CDC (agência de saúde federal norte-americana), a OMS (Organização Mundial de Saúde) e órgãos públicos nacionais alertam que resultados negativos podem não ser corretos.

De fato, a responsabilidade precisa ser de todos. Está mais do que na hora de as pessoas começarem a se colocar no lugar do outro. Aumentar a empatia, ao invés de procurar fazer um teste “apenas para constar” ou porque a companhia aérea pede. Para a biomédica, fazer um teste de COVID-19 é uma forma de cuidar de si mesmo e do próximo. Os exames PCR mais precisos, com laudos detalhados – como os do Lach, que detectam quatro partes do vírus e conseguem capturar a positividade a partir de apenas dois vírus na amostra –, ajudam a determinar o tratamento mais adequado e a diminuir a transmissão, uma vez que ter conhecimento da positividade leva o paciente a se isolar. Além do mais, o diagnóstico precoce pode salvar vidas.

– Em muitos lugares do mundo, campanhas recentes recomendam que as pessoas se cuidem para salvar suas vidas e a de desconhecidos, que também são seres humanos importantes e amados por alguém. Enquanto aqui, o programa da TV Globo Fantástico fez uma matéria sobre falsificação de testes para poder embarcar em aviões no Brasil. Uma attitude, no mínimo, irresponsável, pois a pessoa sentada no assento ao lado pode não conseguir se defender da infecção – observa Barbara, com indignação.

O momento exige reflexão, mas é fácil concluir que resultados falsos negativos podem ser responsáveis pelo aumento de casos de COVID-19 na cidade. A ilusão de que não contraiu o coronavírus leva ao relaxamento das medidas preventivas, individual ou coletivamente, abrindo caminho para novas ondas de contaminação e casos de reinfecção. Se os laudos positivos e mais precisos do que a média dos testes simples não fossem reais, não haveria necessidade de um novo lockdown. Outro agravante é o lento processo de vacinação, sendo importante lembrar que mesmo os vacinados podem pegar e transmitir o vírus.

Diante de tudo isso, o Lach apoia as novas medidas restritivas adotadas pela prefeitura do Rio. “O número de casos ainda é expressivo. Na verdade, de dezembro pra cá, quando as pessoas voltaram a circular mais, o número de casos só tem aumentado. É triste, mas é a realidade”, observa a diretora do laboratório, que segue funcionando normalmente neste período:

– Como nossos serviços são de saúde, podemos permanecer abertos. Além da parte laboratorial, temos pacientes que fazem tratamento contínuo, parar 10 dias pode ser prejudicial. A eletroestimulação muscular é, muitas vezes, recomendada para fibromialgia. Interromper as sessões pode significar conviver com a dor. A decisão de suspender o tratamento nesses casos é do paciente – explica Barbara, lembrando que as unidades do Lach são ambientes seguros, com filtro de ar HEPA, limpeza intensiva e funcionários testados regularmente.

LABORATÓRIO LACH
Funcionamento diário, das 7h às 19h.
Plantão aos domingos, das 7h às 19h, sem agendamento.
Rua Jardim Botânico 512
Rua Jardim Botânico 468 – apenas para exames de COVID-19.
Agendamento pela central (21) 2549-8141, por WhatsApp (21) 98143-1136 ou e-mail lach@lach.com.br.

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