ZONA SUL TEM PRIMEIRA SUBPREFEITA MULHER

A assistente social Ana Ribeiro, de 56 anos, é a primeira mulher a assumir a Subprefeitura da Zona Sul do Rio de Janeiro. Nascida e criada em Copacabana, seu principal desafio será conhecer os outros 18 bairros e 24 comunidades da região tão bem quanto a Princesinha do Mar. A vantagem é que Ana foi coordenadora política do grupo de Eduardo Paes por 11 anos e participava dos encontros dos conselhos de segurança e de lideranças locais, tendo se reunido com os presidentes das associações de moradores do Jardim Botânico, Gávea e Humaitá. Ana falou ao JB em Folhas sobre questões relacionadas aos três bairros.

JB em Folhas: Quais foram suas primeiras ações ao assumir a subprefeitura da Zona Sul?

Ana Ribeiro: As primeiras ações da Subprefeitura da Zona Sul foram o acompanhamento e mapeamento dos principais locais para ações de acolhimento de pessoas em situação de rua da Secretaria Municipal de Assistência Social, a desobstrução de ralos e bueiros como prevenção a bolsões d’água e escoamento da chuva, poda de árvores e tapa buracos.

JBF: Quais são, na sua opinião, os principais problemas desses bairros? Destaque, por favor, um problema de cada bairro.

AR: O principal problema do Jardim Botânico são os bolsões d’água, que pioraram nos últimos anos. Na Gávea e no Humaitá há uma grande demanda de poda de árvores.

JBF: Há muitos anos o Jardim Botânico e o Horto sofrem com as chuvas e nos últimos dois anos a situação se agravou. Quais ações vêm sendo realizadas para prevenir danos causados pelos temporais?

AR: Ao longo desses quatro meses, a Comlurb tem limpado com frequência os ralos da Rua Jardim Botânico e se dedicado mais às varrições também.

JBF: O último governo fez uma obra em frente ao JBRJ que prometia resolver o problema das enchentes. Apesar de recente, o asfaltamento ficou ruim e desnivelado. O que pretende fazer quanto a isso?

AR: A obra foi realizada pela gestão anterior. Quando iniciei na Subprefeitura, recebi reclamações de que o desnível estava perigoso, por isso, solicitei um reparo emergencial no asfalto para a Conservação, que nos atendeu prontamente. Em relação à obra, encaminhei o pedido para a Secretaria de Habitação, responsável pela obra na época, para que analisem esta questão.

JBF: O Plano Diretor do Rio de Janeiro, de 2010, previa um sistema de cabos subterrâneos. O prazo para conclusão do sistema era 2020. Podemos ter esperança de ver isso aplicado a curto prazo?

AR: O Plano Diretor está sendo reavaliado com a participação da população este ano. Com as dificuldades financeiras que o município apresenta, pode ser que demore mais tempo para ser aplicado.

JBF: Como é feita a fiscalização da manutenção das calçadas?

AR: A Conservação é a responsável pela fiscalização, e nós repassamos os pedidos que recebemos pelos nossos canais de ouvidoria para a gerência local. Os fiscais da Conservação atuam, principalmente, baseados nos registros abertos no 1746, que são recebidos diretamente no sistema deles.

JBF: Há várias denúncias de derramamento de esgoto in natura na Lagoa Rodrigo de Freitas, especialmente na altura da sede náutica do Vasco. Alguma providência está sendo tomada quanto a isso?

AR: A Fundação Rio-Águas notificou a Cedae sobre falhas operacionais no sistema da companhia, que acarretaram nos lançamentos de esgoto na Lagoa Rodrigo de Freitas. A empresa também foi multada pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente.

JBF: Vocês ainda estão trabalhando com o 1746? Como está o atendimento? Muitos moradores têm reclamado da demora no atendimento.

AR: O sistema 1746 foi criado pela gestão do Eduardo Paes e funcionava bem para a cidade e para os cidadãos. Infelizmente, foi esquecido e deixado de lado ao longo dos últimos quatro anos. O sistema está sendo resgatado neste ano. É importante que a população volte a utilizar para que possamos retomar esta ferramenta que facilita a rotina dos serviços municipais. Os protocolos são direcionados para os órgãos de execução da Prefeitura diretamente. A Subprefeitura tem como função principal ser o elo para ajudar a população a ser atendida quanto aos serviços e parcerias que melhorem a vida da região a qual ela representa. Nosso canal de atendimento para ouvidoria é pelo subzonasul.ouvidoria@gmail.com.

JBF: Você já tomou conhecimento do projeto de criação de uma ciclofaixa no Jardim Botânico?

AR: Sim e conversei com o coordenador da CET-Rio na Zona Sul, que me explicou que é um projeto que não poderá ser feito devido a geometria da via.

JBF: A faixa reversível voltará a ser instaurada na rua JB?

AR: De acordo com a coordenadoria da CET-Rio, depende da medição do fluxo. Esse monitoramento é feito semanalmente pelas câmeras do Centro de Operações Rio em comparação com o fluxo anterior a pandemia. Através desse estudo dos órgãos não foi constatado um fluxo próximo ao que era, por isso ainda não voltamos com a faixa reversível.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: