MAIS CULTURA NO MUSEU HISTÓRICO DA CIDADE

Reaberto em maio de 2021 após 10 anos sem visitação, o Museu Histórico da Cidade, no Parque da Cidade, está a cada dia mais vivo e presente no dia a dia do Rio de Janeiro. A retomada de seu lugar de destaque na programação cultural vem acontecendo gradativamente, nos finais de semana, com apresentações musicais, contação de histórias, oficina de educação ambiental e teatro, além do Cheirinho de Dendê, do tabuleiro da baiana Rosa Perdigão. A agenda segue intensa neste final de mês, com destaque para as apresentações do cantor e compositor Pedro Miranda nos próximos domingos, às 11h. Confira a programação completa abaixo.

Uma das maiores riquezas desse equipamento municipal de cultura é o próprio Solar Santa Marinha. Construída no século XIX, a casa foi sede da fazenda de café conhecida como Chácara do Morro Queimado, que teve como proprietário, de 1858 a 1878, o abolicionista Marquês de São Vicente. As varandas, com coberturas sustentadas por estruturas metálicas, foram incluídas no projeto arquitetônico somente em 1902. Outro morador ilustre do casarão foi o empresário Guilherme Guinle, que lá viveu por 10 anos, até vender a propriedade para a Prefeitura do então Distrito Federal, em 1939. O magnata reuniu ao redor da residência animais e plantas da Mata Atlântica, com destaque para um orquidário com mais de 100 espécies. A frente do casarão – onde grande parte dos eventos culturais estão acontecendo – é marcada por três canhões e um dos raros exemplares de Fonte Wallace no Brasil, que fazem parte da paisagem parisiense desde o século XIX.

O Museu Histórico da Cidade do Rio de Janeiro foi criado em 1934. Na ocasião, ele funcionava no Palácio da Prefeitura, na Praça da República, demolido para a abertura da avenida Presidente Vargas, pelo Prefeito Henrique Dodsworth. O acervo da instituição, desde 1941 localizada na Gávea, conta com cerca de 24 mil itens, incluindo documentos, mobiliário, coleção de moedas e medalhas, armas e obras de arte, de esculturas e pinturas a porcelanas e fotografias. Uma das relíquias mais preciosas é uma arca, na qual era guardado o dinheiro arrecadado pela tributação de vinho para a construção dos Arcos da Lapa, que durou cem anos. Outros destaques do acervo (fotos do MHC) são um estudo da cabeça do Cristo Redentor, feita pelo franco-polonês Paul Landowski nos anos 1920, que inspirou o monumento; gravuras de Jean-Baptiste Debret; esculturas de Mestre Valentim; fotografias de Marc Ferrez; uma carrocinha de lixo do século XIX e a estátua de mármore “A Festa”, que originalmente ficava na fachada do Palácio Monroe (antigo prédio do Senado Federal, demolido em 1976). “Rio de Festas”, aliás, é o nome da mostra em cartaz no Pavilhão de Exposições Temporárias, anexo do MHC, que revisita a coleção do museu sob a concepção das festas na cidade do Rio de Janeiro.

Uma novidade inaugurada este ano é a sala de leitura “Nuang – Caminhos para a Liberdade”, um espaço de leitura, criação e imaginação que celebra a diversidade. A sala celebra a diversidade e está disponível para o público em geral e para professores, que podem desenvolver atividades de arte-educação no local.

Agenda cultural de outubro do MHC:

Quintas e sábados (às 10h e às 14h): Projeto Educativo desenvolvido pela Graviola Produções oferece visitas mediadas às exposições e oficinas de origami ao público infantil.
Sábados (das 10h às 13h): Oficina de teatro gratuita com o ator e diretor Anderson Barnabé para maiores de 14 anos.
Domingos: quitutes do Tabuleiro da Baiana Cátia (das 9h às 16h) e apresentação de Pedro Miranda e convidados – voz e violão (às 11h)

Museu Histórico da Cidade: Estrada Santa Marinha s/nº
Acesso pelo final da Rua Marquês de São Vicente – Gávea
Contato: 3443-6341 / 97532-4428 / mhcrj.culturario@gmail.com
Funcionamento: de quinta a dom, das 9h às 16h
Visitação de acordo com os protocolos estabelecidos pela Prefeitura do Rio, incluindo comprovante de vacinação e máscara.
Grátis.

*Por Betina Dowsley

5 comentários em “MAIS CULTURA NO MUSEU HISTÓRICO DA CIDADE

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