ANO NOVO, ANTIGAS QUEIXAS

O ano é novo, as esperanças, também, especialmente no que se refere ao bairro em que moramos.  Infelizmente, as queixas são antigas. As pendências são tantas, que dão a sensação de que 2021 não terminou. Em fevereiro do ano passado, um mês após a troca de prefeito, o JB em Folhas percorreu a região e fez um levantamento do que estava ruim nas ruas e calçadas. Não foram poucos os problemas encontrados: bueiros abertos, fios soltos, estacionamento irregular, asfalto ruim, falta de poda de árvores e calçadas, muros, postes e canteiros sem conservação. Um ano se passou e quase nada mudou.  Agora, são os moradores que sinalizam o que precisa ser mudado, consertado e reparado para deixar a região em ordem.

As calçadas são as campeãs das reclamações. Além do desgaste natural, algumas companhias telefônicas abriram novos buracos e fizeram o reparo de qualquer jeito, deixando a qualidade do serviço abaixo do desejado.  Sem falar dos muitos proprietários de imóveis comerciais e residenciais, que não cuidam da sua área externa. Mesmo sendo responsáveis por mantê-la sempre em bom estado. O segundo colocado no ranking é o trânsito, com cruzamentos proibidos, circulação de veículos na contramão ou sobre as calçadas. Também foram lembrados os buracos no asfalto, a falta de respeito na ciclovia, a poluição sonora, a iluminação pública e os fios soltos e pendurados por todos os lados.  

“As calçadas são uma vergonha. Mas chama a atenção a confusão que fica na ciclovia da Pacheco Leão, junto à grade do Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Tem ponto de ônibus, poste e fica uma zona, pois acaba não tendo espaço para a bicicleta passar e nem para o pedestre esperar a condução. Isso deveria ser repensado! Sonho meu…”
Rafael Guerra, tradutor e morador do Horto.

“As calçadas no bairro do Humaitá estão num estado deplorável. Calçamento arrebentado, árvores cujas raízes brotam do chão, tampas de esgoto e de bueiros velhas, meio-fio sem unidade… São vários os casos de idosos que caem devido aos buracos. Eu mesmo pisei em um desnível na calçada da Voluntários e ralei bastante a perna e a mão direita.”
Marcus Veras, fotógrafo e morador do Humaitá.

“As calçadas no JB e na cidade toda estão muito descuidadas.  A gestão pública tem um desprezo pela manutenção delas, e as pessoas de idade e os carrinhos de bebês são os mais atingidos. Minha avó sofreu um tombo na rua, quebrou o fêmur e nunca se recuperou.”
Celso Lobo, jornalista e morador do JB.

“O trânsito no JB sempre foi problemático. Mas, ultimamente, parece que as bandalhas pioraram. Para atravessar a rua, você precisa olhar para todas as direções porque vem carro na contramão, veículo fazendo conversão em U na Jardim Botânico ou cruzando a via em local proibido… Um perigo para todos. Acredito que isso só melhoraria se colocassem um murinho entre as pistas, como foi feito na Gávea. Uma pena ter que recorrer a isso, mas não vejo outra solução para acabar com essas infrações que dificultam tanto o trânsito no bairro.”
Helena Addor, empresária do ramo de produtos orgânicos e moradora do JB.

“É absurda a quantidade de motos transitando na contramão, muitas vezes em cima da calçada. E como ninguém reclama, parece normal, como uma lei de trânsito só para motoqueiros. Além disso, tem os fios soltos e pendurados pelas ruas. Ontem mesmo tinha um em frente ao Sanduka que atravessava a rua. Um absurdo!”
Carlos Albuquerque, DJ e morador do Humaitá.

“Caminho diariamente na Lagoa e me sinto em uma boate, na área que vai do Parque dos Patins ao clube Caiçaras. As luzes ficam piscando e, em outros trechos, é uma escuridão completa. Apesar das queixas, essa bagunça iluminada durou o ano todo e parece que vai continuar em 2022.  É um perigo, não só pelo risco de assalto, como de pisar em algum buraco”.
Renato Loureiro, biólogo, morador da Lagoa.

“O que eu vejo, é que falta uma ciclovia de verdade, segregada. Há muitos moradores aqui e a única ciclovia é a da Lagoa, mas ela está ultrapassada e não atende, pois foi ocupada pelos pedestres, que não têm calçada para caminhar ou local adequado para esperar o ônibus. Nos finais de semana, a situação se agrava. Um problema grave são as enchentes provocadas pelas chuvas, especialmente no trecho em frente ao Parque Lage.”
Isabela Saramago, urbanista e moradora do JB.

“Amo a Gávea, mas depois que abriram a passagem do túnel no Alto da Gávea o barulho aumentou demais. Além disso, adoraria ter meu metrô. Sofremos anos com a obra e ficamos sem estação!! Fora isso, só mesmo um bom restaurante italiano de rua.”
Luciana Leal, paisagista e moradora da Gávea.

Metrô Gávea melhoraria trânsito e barulho no bairro (foto: Jornal da PUC-Rio / Weiler Filho) 

“Deveria ter uma lei que impedisse que os carros de som passassem antes das 8h da manhã. É ferro-velho gritando com todos os decibéis pelas ruas, muitas vezes às 6h da manhã. Falta de respeito!!”
João Avelleira, médico e morador do JB.

“Gostaria que houvesse justiça social e histórica, com a manutenção das moradias do Horto. Meu maior desejo é poder continuar nesse bairro maravilhoso e mostrar que temos raízes aqui. É importante lembrar que graças aos moradores, o bairro não tem tráfico armado, nem milícia.”
Fábio Dutra, presidente da Associação de Moradores do Horto.

“Além do drama social, tem me incomodado DEMAIS a oficialização da bandalha na rua JB. Carros que param o trânsito pra cruzar pra JJ Seabra ou, no outro sentido, para as ruas que cruzam a extensão da Benjamin Batista. A galera perdeu a vergonha de fazer, virou coisa normal.”
Gabriela Javier, jornalista e moradora do JB.

“O aumento da população de rua na região é um tema importante. É o reflexo, cada vez mais acentuado e cruel, da desigualdade social no país.”
Guido Gelli, consultor ambiental e morador do JB.

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