AMAR É… NÃO TER DIA CERTO PARA COMEMORAR

O Dia dos Namorados está chegando e, este ano, cai num final de semana, perfeito para aproveitar cada minuto com sua cara-metade. O JB em Folhas pediu para casais da região contarem como costumam comemorar a data. As respostas foram variadas: viajar, jantar fora ou em casa, fazer um brinde especial, passear no parque… A única certeza é que não é preciso uma data especial para celebrar o amor. Como nos versos de “Semente do Amor” (Mú Carvalho e Moraes Moreira): “sim, é como a flor / de água e ar, luz e calor / que o amor precisa para viver / de emoção e de alegria / e tem que regar todo dia”.

Simone e Marcelo Barreto – quase 30 anos de namoro e 25 de casados

“Nosso primeiro dia dos namorados, em 1994, foi também o mais marcante. O Marcelo trabalhava no jornal O Globo e tinha sido escalado pra cobrir o Mundial de Basquete Feminino, na Austrália.

O Brasil não tinha chance nenhuma, mas aquela seleção com Magic Paula e Hortência levou a taça de melhor do mundo.Bom, vamos lembrar a era pré-histórica, pré-whatsapp-facetime-instagram-internet… Marcelo estava em Launceston, na Tasmânia, e eu láaaaa em Juiz de Fora. No dia 12 de junho, toca o telefone e a moça da Embratel – a operadora – me pergunta: “Aceita ligação de Marcelo Barreto?” O coraçãozinho bateu na garganta quando ouvi a voz dele. Não era preciso estar juntos pra estarmos muito juntos, sabe? Ele tinha recebido o meu bilhete de namorada por fax (que fui passar do escritório do meu pai; ai, ai, o que a gente não faz por amor…). A gente só não sabia ainda que quase todos os dias dos namorados passaríamos por algum momento como esse, porque ora ele, ora eu, por conta do trabalho que escolhemos, estaríamos longe um do outro, mas sempre dando um jeitinho de estarmos ligados”, romanceia a jornalista, que este ano comemora, além do Dia dos Namorados, seus 25 anos de casados.

“Amo rituais. Apesar de acreditar que relacionamentos tem de ser regados todos os dias, acho datas importantes. Estamos planejando passar o próximo dia 12 no JBRJ – lugar especial para nós dois, antes mesmo do início do namoro – e ir à antiga cafeteira do parque depois do passeio, exatamente como em nosso primeiro encontro. No nosso primeiro Dia dos Namorados, não conseguimos ir, devido à pandemia. No segundo, choveu e eu estava atolada fazendo buffet para outros casais. Este ano, cancelei as entregas nessa data para poder aproveitar melhor”, admite a dona do Celina Mello Buffet.

Celina Mello e André Estrela – três anos de namoro
Andréa Pavão e Pepe (José Ignacio) – 15 anos de namoro-casamento

“Temos duas datas para comemorar: o dia de San Valentin, quando estamos na Espanha [terra do Pepe], e o dia dos Namorados, no Brasil. Quase sempre ignoramos as duas, mas, de tempos em tempos, especialmente depois de afastamentos, não só espaciais, decretamos pequenas luas de mel. Nestes momentos, celebramos nossa “criaturinha”, como chamamos carinhosamente o amor que tratamos de inventar juntos, colocando o sentimento no centro de nossas vidas e de nossas rotinas. É quando adiamos compromissos e aproveitamos para passar o dia todo pelados, beber um bom vinho, fazer massagens tântricas, ler um para o outro”, revela a professora de Educação da UFF e criadora do canal Déa Pavão, no YouTube.

“A primeira parte do Dia dos Namorados é de muito trabalho, pois sempre temos muitas encomendas do Café na Cama. São manhãs em que assumimos a função de carteiro dos afetos de casais enamorados! Quando o trabalho termina, é hora de dar uma boa caminhada – adoramos! – e beber uma caipirinha em algum lugar. A experiência mais marcante é sempre a que estamos comemorando no momento!”, defende Álvaro, sócio Da Casa da Táta.

Álvaro Albuquerque e Marta Jubé, a Táta – juntos há 27 anos

Nélia Vasconcellos e Pedro Marins – juntos há 11 anos

“A gente curte saindo para almoçar, passear. Para mim, a comemoração mais marcante foi na varanda da casa dele, com uma troca mútua de cestas de café da manhã, curtindo o verde da mata do Horto e com muito papo gostoso”, recorda uma das integrantes da Comissão do Horto e repórter especial da TV Horto.

“Eu acho um dia engraçado. Nunca saio para jantar ou fazer qualquer coisa nessa data, porque acho hilário os casaiszinhos isolados nos restaurantes. Prefiro fazer um dia antes ou depois. A gente fica mais preocupado com o que beber, do que com o que comer, mas sempre damos um jeito de tomar um vinho ou um champagne. Para um jantar romântico, em qualquer data, gostamos do Il Leone, em Botafogo. Lá é o nosso lugar! Viva o amor!”, exclama Beth.

Beth Capobianco e Tonico Villanova – juntos há 38 anos

Gê Alves Pinto e Susana Piñar – juntos há 34 anos

“Depois de buscar Susana em Madrid, viemos para o Rio em 1993 e, em 2001, finalmente encontramos um lugar pra chamar de nosso no Jardim Botânico. Assim que chegamos, ficamos sócios do parque e alimentamos nossa paixão pelo verde. Nosso caso e este cenário estarão eternamente ligados (aqui ou na Espanha). No Dia dos Namorados – ou nos nossos dias mais felizes – as aléias do Jardim Botânico foram sempre o cenário perfeito onde celebrar nossa união. Mas o nosso cantinho, onde a gente cultiva o nosso amor, é na cozinha da nossa casa”, destaca Gê Alves Pinto, designer.

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