FESTA JUNINA À MODA DA CASA

O que lhe vem à cabeça quando o assunto é Festa Junina? Vestido de chita, camisa quadriculada, bandeirinhas, quadrilha, fogueira, pescaria, canjica, caldo verde, salsichão, milho verde, pamonha… Sem esforço, dá para listar um monte de comidas e brincadeiras que fazem desta festa tradicional uma das mais queridas dos brasileiros. E se todo mundo gosta, por que não levá-la para casa e prolongar a experiência? Fora a fogueira, dá para fazer tudo em casa – ou comprar pronto.

Para quem gosta de botar a mão na massa, as unidades do Zona Sul e o Mercado Afonso Celso oferecem uma boa variedade de ingredientes para preparar sua receita favorita e itens prontos para o consumo, como paçoca e pé de moleque. No blog Gastronomia Carioca, tem várias receitas de chefs, como Dominique Guerin, que ensina a fazer Arroz Doce; David Eleutério mostrando como fazer Arroz Doce caramelado; e a versão de Piero Cagnin para a tradicional canjica. Na decoração, as papelarias da região são ótimas aliadas. É fácil encontrar fitas, cestinhas de palha, bandeirinhas e lanternas de papel para enfeitar o quintal de casa ou o play do prédio, como esse da Fonte da Saudade, na foto em destaque.

Uma herança positiva do período crítico da pandemia é o formato de Festa Junina na Caixa. Priscila Continentino é produtora de eventos, mas foi uma das muitas que se reinventou e, em 2021, criou a Pfvr Comida Afetiva, com pratos congelados, e desde então segue com o negócio. Nesta época do ano, aumentam os pedidos de comidas típicas juninas.  Para atender à demanda, Priscila criou um kit junino (R$250), que vem com creme de cenoura (ou de abóbora com cogumelos para os veganos), cachorro quente (ou canjiquinha mineira com carne suína), caldo verde e canjica doce com 1litro de cada item.

As festas juninas são as preferidas da ex-bancária Celia Regina Dias Fernandes, que há 15 anos começou a fazer bolos e doces para todos os tipos de eventos. No ano passado, ela adaptou seus quitutes para entrega em domicílio:

– Este ano, algumas pessoas ainda estão procurando Festa Junina na Caixa, já fiz quatro encomendas. Meu kit inclui um pote de 530 ml de canjica, 250 de arroz doce e de doce de abóbora, 500g de cuscuz, além de pé de moleque e cocada caseiros. A caixa é forrada com tecidos e fitas e custa R$ 120,00 – explica a doceira, que este ano está com a agenda cheia de eventos em escolas, como o CEL, em suas quatro unidades na cidade.

Uma das pioneiras da região em kits juninos foi Adriana Calderon, da Doces e Salgados Dri. Em 2019, sem divulgação, ela vendeu dezenas de litros de uma de suas especialidades, o arroz doce. A sobremesa típica desta época segue em destaque, mas, em sua barraca no Arraial do Horto, o foco são os pratos salgados. Na nova edição do evento, que acontecerá de 8 a 10 de julho, ela repetirá a dose de arroz carreteiro, baião de dois, bobó de camarão e caipirinha de frutas variadas.

– Nessa época, o que mais vendo são os pratos típicos, comida nordestina e salgados e doces à base de milho. Antigamente, isso era considerado “comida de pobre”, mas, atualmente, as pessoas procuram muito, ainda mais no Arraial do Horto, com chão de terra e mato à volta, um ambiente bem diferente do cotidiano da maioria das pessoas – observa ela, lembrando que o sucesso de uma recente festa na Gávea foi o “milho gourmet”, servido em pratinho com manteiga temperada de diversos sabores.

Adriana e o marido no Arraial do Horto.

Os doces típicos derivados de milho no Arraial do Horto ficaram a cargo de Maria Júlia Tudela, confeiteira formada pelo Senac Rio. Ao longo do ano, sua marca Mania de Cacau faz bolos e doces diversos. Em 2019, quando surgiu a oportunidade de colocar uma barraca na festa de seu bairro, Maju optou por focar nas receitas feitas a partir desse ingrediente. Os produtos mais vendidos nesta época são a canjica e o bolo de pamonha.

Doces também são os trunfos da Dona Dina, que costumava participar da Festa Junina da praça Pio XI e bate ponto toda quarta-feira na feira ao lado da igreja Santa Margarida Maria, na Fonte da Saudade. Em qualquer época, a carioca de 63 anos recebe encomendas de bolo de aipim, bolinhos de estudante, rocambole e o famoso cuscuz, inteiro ou em pedaços: “É muito gostoso, sempre leve e fresquinho, além de quase não levar açúcar”, garante a cliente Rosane Jablonski.

Cuscuz, arroz doce e forró não podem faltar nas festas juninas.

Decoração, doces, salgados… só falta música para animar a festa, no caso, o forró! Há mais de dez anos tocando junto, o Trio Navegantes é formado por Cristiano de Lima, no acordeon; João do Mel, na zabumba; e Márcio do Triângulo, que dispensa outros comentários. Os nordestinos se conheceram no Rio e descobrem novos cantos da cidade, tocando de Norte a Sul. Recentemente, se apresentaram numa festa junina na Fonte da Saudade, neste sábado estarão em Olaria e, no domingo, no Leme.

CONTATOS:

Célia Bolos – Doces e Festa Junina na Caixa: 99606-5466.

Dona Dina – cuscuz, bolo de aipim, bolinhos de estudante e outros: 98054-9720 / 98683-2336 (Priscila) / 98895-9220 (Daniele)

Doces e salgados Dri – Além das comidas típicas juninas e nordestinas, faz bolos decorados, doces, pastéis, empadão e quiches: 97399-6234.

Mania de Cacau – marca da confeiteira Maju Tudela: 98446-1458

Pfvr Comida Afetiva – Priscila Continentino: 99914-7300

Trio Navegantes (forró) – Cristiano de Lima: 98148-4532

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