Um cão latindo incomoda muita gente. Mas até que ponto a culpa é só do pet? O mais clássico motivo de desentendimento entre vizinhos pode estar ligado à rotina, ao espaço e à atenção do tutor e, principalmente, à SAS (síndrome de ansiedade da separação) ditada pelo tempo que o dono deixa seu cachorro sozinho em casa. Tudo isso mexe com a mente canina e induz o animal a entrar em um estado de desconforto mental que acaba se convertendo em comportamentos desagradáveis para os humanos à sua volta.
O JB em Folhas conversou com diversos profissionais, veterinários e adestradores, para entender o principal motivo da ansiedade de um cão, e a resposta mais comum entre eles é a separação de seus tutores por muitas horas. A veterinária comportamental Rita Ericson alerta que o limite ideal para um cachorro ficar sozinho é de até quatro horas. Além desse tempo, o cachorro deve ter um acompanhamento, como recomenda a veterinária Viviane Dias, do RioPet Gávea.
– Para os tutores que passam o dia fora de casa, o ideal é optar por uma creche, que dá oportunidade para o cão gastar energia de forma saudável e socializar com os da mesma espécie – afirma Viviane Dias.
Nathan e Viviane, da Riopet sugerem o convívio com outros cães. (Divulgação)
O espaço oferece aos seus clientes caninos espaços limpos e confortáveis com distinção por porte e energia, além de uma equipe qualificada de acompanhamento veterinário e de atividades com os adestradores. Os pets ainda contam com uma grande área verde e piscina para se refrescar, nos dias mais quentes.
O adestrador Nathan Rodrigues, coordenador do RioPet, recomenda o trabalho de estímulo cognitivo feito por sua equipe para condicionar o comportamento dos cães, principalmente em relação ao latido em excesso, e recomenda tratamento específico a depender de raça e porte.
– Se você deixar um pastor belga malinois por 10 horas sozinho dentro de casa, é capaz de nem encontrar o cão, porque ele certamente terá feito um buraco na sua porta – brinca Nathan.
Cada pet oferece uma demanda de rotina e cuidado diferentes e é preciso estar atento. Tem os que são mais agitados e precisam gastar mais energia e os mais contidos, que vivem bem em um espaço menor. O adestrador Otávio Torres trabalha com cães na Zona Sul há mais de 15 anos e aconselha escolher cães que se encaixem no seu estilo de vida para conciliar os passeios com os demais afazeres.
O O adestrador Otávio Torres com seus pet alunos (Acervo pessoal)
Muitas vezes é difícil distinguir o que está de fato gerando angústia ao pet e esse sentimento pode estar relacionado a questões de ansiedade ou mesmo de uma questão clínica. Por isso, a principal recomendação é sempre buscar acompanhamento.
A coleira vibratória ajudou no adestramento de Panda. (Acervo pessoal)
A mudança de ambiente também afeta o animal. Que o diga a jornalista Simone Intrator, que morava em um apartamento e se mudou para uma casa de rua e viu o comportamento do seu cão, Panda, sem raça definida, mudar completamente. Ele passou a latir para tudo que passava na rua e a solução encontrada foi procurar um adestrador. Ao avaliar o pet e a casa, Otávio sugeriu o uso de uma coleira antilatido, que auxilia no adestramento de forma saudável e evita latidos excessivos, sem machucar. O resultado foi positivo. Mas o adestrador alerta:
– Isso depende de cada animal. No caso do Pandinha deu certo, mas tem cachorro que nem liga para a coleira e reage até mais.
A veterinária Rita é contra o uso de métodos aversivos.
Mas a coleira divide opiniões. Rita Ericson é contra o uso de métodos aversivos (punitivos), pois acredita que o trabalho deve ser descobrir o que incomoda o pet e a partir desse ponto ajustar a rotina para o conforto dele.
– O latido é algo natural para um cão, por isso é importante conversar com os vizinhos para buscar um acordo quanto aos excessos de cada um. O pet é um membro da família e precisa ter conforto como todos.
Serviço
RioPet Gávea | Estrada da Gávea, 25 – Gávea
Tel: (21) 3687-8108 / (21) 3687-8110
WhatsApp: 21.99664-6775
E-mail: contato@riopetgavea.com.br




0 comentários