Não é fácil a vida de bailarina. Com uma rotina exaustiva de horas e horas por dia de treino, repetindo seguidamente o mesmo movimento, dançarinas e dançarinos muitas vezes acabam com lesões graves, que podem impedir até a prática da atividade. Atenta a esse problema, a equipe da InPhysio do Jardim Botânico criou um programa de prevenção dedicado a esse tipo de profissional e pôs todo seu aparato de equipamentos, os mais modernos, a serviço das companhias de dança. A primeira a aderir foi a Focus, companhia do renomado bailarino Alex Neoral, que já tem 10 bailarinos participando do programa da clínica.
– Estamos levando qualidade ao trabalho de recuperação física e funcional. Montamos um projeto para levar às escolas de balé com o objetivo de melhorar a performance nos espetáculos e orientar professores para como deve ser uma biomecânica perfeita nesse trabalho de prevenção. Observamos como a performance diminuía por questões ligadas a lesões e traumas. – explica Lenita Caetano, fisioterapeuta e uma das sócias da InPhysio.
Bianca Lopes, de 36 anos, é uma das bailarinas da Focus que estão no projeto. Na dança há 22 anos, Bianca vem integrando o programa de recovery da InPhysio para liberar a musculatura e fortalecer o corpo.
Com o tratamento, Bianca pode voltar a dançar na terceira semana. (Foto: Divulgação)
– Eu tive edema ósseo e para evitar fratura por estresse comecei com o treinamento da InPhysio. Recebi além do cuidado, o carinho ao tratar e acolher. Não basta ser fisioterapeuta, tem que ser um terapeuta também, porque está lidando com as nossas emoções e, por conta disso, o tratamento não pode ser feito em qualquer lugar. Cheguei imaginando que ficaria parada por de 4 a 6 semanas, que é o protocolo, e na terceira semana eu já estava de volta ao espetáculo. – afirma.
Outra adepta do trabalho da InPhysio é Lorena Felix, de 20 anos, do Liceu Escola de Dança, que dança desde os 4 anos de idade e acaba de ser aprovada para trabalhar em uma companhia do Cazaquistão.
– Eu tive uma lesão no pé esquerdo há quatro anos, comecei a cuidar, mas não melhorou. Durante todo esse tempo convivo com a dor. Desde setembro do ano passado, há um ano, faço esse trabalho de recuperação e não sinto mais dor. Recomendo muito a outros profissionais da dança o trabalho que é feito na clínica.
Lorena está intensificando o tratamento para viajar para o Casaquistão. (Foto: JBemF)
A proposta de Lenita é abrir espaço para este atendimento específico a dançarinos, para que haja um acompanhamento completo ao profissional.
– As academias de dança da região podem nos procurar. – convida a fisioterapeuta.
INPHYSIO
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