A busca por tratamentos menos invasivos e mais integrativos tem levado cada vez mais pacientes à osteopatia. Com foco na identificação da causa da dor — e não apenas no alívio dos sintomas — a prática vem conquistando espaço no Brasil, especialmente entre pessoas com doenças musculoesqueléticas, que afetam músculos, ossos e articulações.
Fisioterapeuta há 27 anos, Cláudia Cadile atua no Laboratório Lach há sete e tem na osteopatia sua principal especialização. Atualmente, cerca de 70% dos seus atendimentos são voltados para pacientes com dores na coluna. Segundo ela, o diferencial está na visão global do corpo.

Claudia utiliza uma maca de flexo-extensão no tratamento
— Muitas vezes, o paciente chega para tratar uma dor que, na verdade, está relacionada a outro ponto do corpo. A dor lombar, por exemplo, pode ser consequência de um intestino constipado, com gases, que gera pressão intra-abdominal e pode irradiar para a região lombar — explica a terapeuta.
Essa lógica ajuda a entender por que exames de imagem nem sempre correspondem ao quadro clínico do paciente.
— Você faz uma ressonância magnética e encontra artrose, protrusão discal ou hérnia de disco na lombar. Mas por que aquela pessoa sente dor em alguns momentos e em outros não? Se a causa fosse apenas o que aparece na imagem, a dor deveria ser constante — questiona Cláudia.
O atendimento começa com uma investigação detalhada, que inclui anamnese, avaliação física e, quando necessário, análise de exames levados pelo paciente. A partir daí, é traçado um plano terapêutico individualizado, sem protocolos engessados.
As técnicas utilizadas são, principalmente, manuais.
— É uma terapia feita com as mãos. Entre os recursos, usamos a maca de flexo-extensão, indicada para trabalhar coluna e quadril, além de instrumentos de liberação miofascial. Avaliamos o sistema musculoesquelético e buscamos liberar tensões — resume.
Criada no século XIX pelo médico americano Andrew Taylor Still, a osteopatia parte de uma visão integrativa do corpo. Hoje, está presente em diversos países e segue em expansão no Brasil. Na Zona Sul do Rio, porém, a oferta ainda é limitada.
— Os pacientes procuram a osteopatia não apenas para tratar, mas para compreender a origem das dores. Outros já utilizam a terapia de forma preventiva. Muitas vezes chegam sem sintomas, mas na avaliação encontramos restrições ou tensões que tratamos para evitar que evoluam — conclui Cláudia.
Cláudia Cadile
Osteopataa
Contato: +55 21 98817-4278
Atendimento no Laboratório Lach




0 comentários