Tem símbolo mais icônico — e belo — do Jardim Botânico do Rio de Janeiro do que suas palmeiras-imperiais? Sabemos que, depois de plantada por Dom João VI, a Palma Mater, a mãe de todas, teria dado origem às outras árvores similares da cidade, que foram plantadas sistematicamente e estão presentes hoje em parques, praças, portarias e jardins. Mas há muitas curiosidades e histórias para se aprender sobre a espécie, muitas delas contadas no livro “As palmeiras-imperiais do Jardim Botânico”, escrito por Ana Rosa de Oliveira, Maria Lucia França Teixeira e Ricardo Reis. Lançado em 2009, a publicação trata do projeto de revitalização das aleias de palmeiras-imperiais responsável por tratamentos fitossanitários e replantios e incorpora informações científicas e aspectos simbólicos e históricos acerca dessa planta emblemática que se disseminou por todo o Brasil como elemento qualificador de suas paisagens.
Fora de catálogo, o livro virou peça de colecionador. Em parceria com a Biblioteca Barbosa Rodrigues, o JB em Folhas vai sortear dois livros em nossas redes sociais. Para participar, fique atento ao post que será publicado no dia 1/9, no Instagram.
Ilustrações das Palmeiras imperiais feitas por Barbosa Rodrigues
As palmeiras do Jardim Botânico são típicas do paisagismo neoclássico. As aleias que as abrigam foram se transformando ao longo dos anos e toda a pesquisa foi registrada como parte do Projeto de Revitalização das Palmeiras-Imperiais do JB. A publicação sobre o tema traz, na história da conservação e da renovação das árvores existentes, uma inspiração para o futuro do patrimônio florístico do local. Quem é apaixonado por planta ou quem é apaixonado pelo Jardim Botânico do Rio de Janeiro vai se deleitar com esse livro que ainda tem imagens preciosas e lindas, como algumas ilustrações da espécie feitas pelo próprio Barbosa Rodrigues, biólogo e presidente do Instituto de Pesquisa do Jardim Botânico do Rio de Janeiro.
O livro relata a perda de algumas palmeiras, como a Palma Mater, que foi atingida durante um temporal, em outubro de 1972. Uma descarga elétrica destruiu sua copa e queimou o seu cerne, chegando a entortar a grade que a circundava. Foi derrubada em janeiro de 1973 para evitar sua queda em algum visitante.
As Palmeiras-imperiais do Jardim Botânico
Organização: Ana Rosa de Oliveira, Maria Lucia França Teixeira, Ricardo Reis
Editora Dantes / Instituto de Pesquisa JBRJ
112 páginas




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