25 de setembro de 2025
É TEMPO DE FESTIVAL DO RIO 

Outubro começa e junto com o mês, começa a 27ª edição Festival do Rio 2025, que acontece de 2 a 12 de outubro ocupando a cidade e se consolida como a principal vitrine do cinema brasileiro.  Ao todo serão quase 300 filmes, entre nacionais e internacionais, longas, médias e curtas, além de séries. Você pode comprar pelo site do Festival do Rio. Mas vale se programar porque algumas sessões lotam rapidamente. 

E nesses 10 dias de evento, o Estação NET Gávea vira um dos palcos da sétima arte, com as sessões de Gala da Première Brasil, que apresenta uma diversidade de obras que transitam por temas contemporâneos e de diferentes linguagens. O cinema no Shopping da Gávea vira uma verdadeira Hollywood tupiniquim, com os artistas nacionais circulando, tirando fotos e valorizando suas produção.

O Estação NET Gávea vira palco de eventos e de celebridades durante o evento. 

A seleção da Première Brasil está dividida nas mostras competitivas Competição Principal e Competição Novos Rumos – que concorrem ao Troféu Redentor -; e nas seleções especiais Hors-Concours, Clássicos Restaurados, Retratos, Programa Geração, À Meia Noite, Especial Séries Brasileiras e O Estado das Coisas. Esta última, recebe ainda uma edição especial com uma curadoria de filmes com temas relacionados à COP-30

Entre os destaques no NET Gávea, selecionamos alguns que, além do seu valor cultural também prestigia a vizinhança, já que conta com a participação de artistas que residem na região.  Como o longa “(Des)controle”, da diretora Rosane Svartman, que participa da mostra Hors Concours. A obra traz a marca de sua narrativa ágil e contemporânea, e ganha relevância especial por ter sido concebida por uma realizadora que tem fortes laços com o bairro do Jardim Botânico, reforçando a conexão do festival com a cidade e seus talentos.

A diretora Lucia Murat, moradora do JB, entrevista a bailarina Ingrid Silva.(Fotos:divulgação)

Outra moradora que tem no ofício a direção de filmes – e sempre marca presença no Festival é Lúcia Murat. Desta vez, ela apresenta “Na Onda da Maré”, que será exibido exibido na mostra O Estado das Coisas, que retrata revisita a trajetória de 13 atores e bailarinos que participaram de Maré, Nossa História de Amor (2007), musical dirigido pela cineasta, mostrando onde eles estão agora. Como a bailarina Ingrid Silva, atualmente primeira bailarina do Dance Theatre of Harlem, em Nova York. Também moradoras do Jardim Botânico, Angela Leal e Leandra Leal atuam em “Nada a fazer”, documentário que acompanha a transformação na relação entre mãe e filha quando confinadas durante a pandemia de COVID-19.

O documentário “Fernanda Abreu – Da Lata, 30 anos”, de Paulo Severo, integra a mostra Retratos e será exibido dia 8/10, às 21h30, no Estação Gávea. A produção revisita a trajetória da cantora carioca – moradora do Horto – que está celebrando três décadas de um dos álbuns mais emblemáticos da música brasileira. Da mesma mostra está Meu Tempo É Agora, de Sandra Werneck, que compartilha histórias e experiências de vida de algumas mulheres que estão chegando aos 70 anos, como Marieta Severo, Conceição Evaristo e Zezé Motta. 

Filme celebra o lançamento do famoso álbum “Da Lata”, de Fernanda Abreu 

Completa a lista, “O Homem de Ouro”, de Mauro Lima, que promete atrair grande público. O cineasta, que vive no Jardim Botânico, assina uma obra que mescla drama e ação, reafirmando seu estilo marcado por produções de apelo popular.  

A presença de diretores e artistas ligados ao bairro em diferentes mostras ressalta a vocação do Jardim Botânico como um polo criativo, diretamente conectado à vitalidade do audiovisual brasileiro.

Divirta-se!

 

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