28 de janeiro de 2026
O RETROCESSO DA ABBR

O ano começou mais difícil para quem utiliza os serviços de reabilitação da ABBR pelo SUS. Pacientes foram surpreendidos por boatos sobre o fim do atendimento, consultas foram canceladas e altas médicas passaram a ser agendadas até o início de fevereiro. Em comunicado oficial, a ABBR — referência nacional na área — informou que está revendo o contrato com a Prefeitura do Rio e pode deixar de atender pelo SUS.

A possível interrupção desse serviço representa um grave retrocesso para a saúde pública. Milhares de pacientes dependem exclusivamente da rede pública e encontram na ABBR não apenas atendimento técnico, mas continuidade de cuidado, dignidade e autonomia.

Há mais de 22 anos, desde o início da circulação do JB em Folhas, foram inúmeras as reportagens que destacaram a excelência do trabalho da ABBR – construída, em grande parte, a partir do atendimento ao SUS, que consolidou a instituição como referência nacional em reabilitação.

No fim de 2024, a instituição recebeu investimento do grupo Valsa, com melhorias na estrutura física, deixando tudo lindo e maravilhoso. O contraste entre esse avanço e a ameaça de encerrar o atendimento ao SUS remete ao ditado popular: “por fora, bela viola; por dentro, pão bolorento”. Como se o paciente do SUS não pudesse usufruir dessas melhorias. Por que não conciliar sustentabilidade econômica com função social?

É preciso também apontar a responsabilidade da Prefeitura do Rio, que mantém contratos financeiramente inviáveis e contribui para o sucateamento da saúde pública.

Reabilitação não é mercadoria. É direito. Até quando vamos assistir a esse desmonte? Algo precisa ser feito — e agora.

 

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