7 de agosto de 2025
UMA CASA QUE FAZ E AGREGA

O barulho do teclado, o repentino cheirinho de café, o vai e vem leve das conversas entre uma tarefa e outra. É nesse ritmo, entre a produtividade e a convivência, que funciona a Casa Fazedoria, coworking instalado em uma charmosa residência na Rua Visconde de Carandaí, no Jardim Botânico. Desde 2016, o espaço vem reunindo profissionais de diferentes áreas que compartilham mais do que uma estação de trabalho: compartilham histórias, soluções e, muitas vezes, até amizade.  O espaço também costuma abrir para eventos, como feiras e palestras. 

Criada há nove anos por iniciativa de Leo Eyer e Alexandre Aragão, sócios do grupo WDG, a Fazedoria nasceu com a proposta de ser mais que um escritório compartilhado. 

– A ideia surgiu da vontade de criar um espaço que unisse pessoas criativas, de diferentes áreas, num ambiente colaborativo e inspirador. Um lugar onde trabalho, troca e afeto pudessem coexistir – conta Leo. 

Leo Eyer, um dos sócios da Fazedoria (Foto: Divulgação)

E deu certo. O espaço hoje abriga desde roteirista e fotógrafa até executiva de marketing e leiloeiro.

Natasha da Silva Gonçalves é a novidade do espaço, com seu Beauty Natasha. Manicure há 15 anos, ela decidiu alugar uma sala, onde atende com hora marcada ou por demanda livre.  Trabalhando o boca-a-boca e divulgando através do seu perfil no Instagram, ela está satisfeita com o resultado alcançado no seu primeiro mês. 

– Eu trabalho há oito anos no bairro e o fato de não estar em um salão na rua não atrapalha. Pelo contrário, é um diferencial. E minhas clientes podem trazer o computador ou mesmo almoçar aqui, se desejarem, porque o atendimento é exclusivo, uma por vez – garante a profissional, que cobra entre R$ 58 e R$ 65 pelo serviço de manicure e pedicure. 

Natasha recebe as clientes com hora marcada ou demanda livre 

Outro serviço diferenciado é oferecido pela Shauer, uma empresa de moda, que tem modelos com fibras naturais de alta qualidade, especialmente jeans sem elastano. Há um ano no mercado, a marca montou seu showroom na Fazedoria em janeiro de 2025. Para Giuliny Shauer, um dos sócios da marca que leva seu nome, a Fazedoria foge do tradicional. 

– Aqui o ambiente é descontraído, algumas vezes trago o meu cachorro quando venho trabalhar. Além disso, o espaço possibilita uma troca, o que o diferencia muito de um escritório convencional – afirma o empresário.

A executiva de marketing digital Ana Cristina Antunes encontrou ali o ambiente ideal para sua rotina de consultoria estratégica para pequenas e médias empresas. Depois de ser indicada por uma amiga, se encantou com o clima acolhedor do local: 

– Como trabalho sozinha, o ambiente me traz uma sensação de pertencimento. Aproveito para trocar ideias com outras pessoas, além de estar num lugar que não tem cara de escritório corporativo – explica. 

Há dois anos e meio na Fazedoria, ela valoriza também a flexibilidade de horários, o espaço para reuniões e, claro, a atmosfera do Jardim Botânico.

Quem também não resistiu ao charme da casa foi a empresária, diretora e fotógrafa Ciça Castello, que chegou recentemente ao espaço, que descobriu através de pesquisa na internet. 

Ciça usa o espaço para ensaiar seus artistas. (Fotos: Chris Martins)

– A casa é toda preparada e decorada de forma que estimula a produtividade e a criatividade. E a vista da minha janela é linda – conta ela, que acha que o coworking não é só sobre praticidade, mas sobre convívio. – Já percebi essa dinâmica coletiva acontecer aqui. A administração faz movimentos e promove momentos para os encontros – reforça.

O empresário Fábio Nogueira, 39 anos, trabalha na administração do delivery do restaurante Japinha, há 13 anos no mercado, mas há nove escolheu a Fazedoria como estação de trabalho e é só elogios:  

– O espaço é calmo, tem estrutura e me proporciona conhecer pessoas de outros ramos de negócios, promovendo um networking. Sem falar que é perto de casa.  Isso facilita muito. 

No fim das contas, a Fazedoria é um reflexo do bairro onde está: arborizada, tranquila, charmosa e viva. E talvez por isso funcione tão bem como lugar de trabalho: ali, produzir não significa isolar-se. Significa estar junto, mesmo em silêncio, e transformar a rotina em algo mais leve, produtivo e, sim, prazeroso.

Casa Fazedoria
Rua Visconde de Carandaí 28
Jardim Botânico
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