Rua Jardim Botânico 644. O número não diz muita coisa, mas o local tem uma história gastronômica. Os mais velhos poderão se lembrar do Filet & Folhas, que ocupou o espaço nos anos 1980, mas desde o dia 27 de abril de 2006, o Nanquim ocupa o coração e o paladar dos moradores da região. Com 18 anos de tradição no serviço de buffet a quilo, o restaurante vem, há três anos, se destacando também no delivery.E a entrega não para nem no final do ano. O restaurante já disponibilizou o menu especial para as festas , que pode ser encomendado até os dias 20 e 27 de dezembro, para atender Natal e Ano Novo, respectivamente.
O menu oferece uma variedade entre entradas, pratos principais, acompanhamentos e sobremesas. Para abrir os trabalhos, bolinho de bacalhau (R$70, 8 unidades) e mini quiches (R$16, a unidade). Os pratos principais servem até duas pessoas e entre as sugestões estão os tradicionais chester com molho de laranja e gengibre (R$180), bacalhau espiritual (R$160), tender com abacaxi e molho de mostarda,mel e conhaque ($R180), além de rosbife de mignon com molho funghi ou chimichurri (R$240) e empadão de bacalhau (R$160) ou de camarão (R$170), além de lombinho com molho de limão siciliano (R$180). Para acompanhar, estão o arroz de brócolis (R$60), arroz de lentilha com cebola frita (R$80), arroz de amêndoas e cebolinhas (R$80), batata prussiana (R$120) e farofa de passas (R$50). As sobremesas ficam por conta da torta alemão (R$180), cheesecake de amora (R$180), torta diet de chocolate (R$180) e rabanada (12, a unidade).
Antes do Jardim Botânico, o Nanquim começou sua história em 2004 no Flamengo. Foi no Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB- RJ), que Jorge Dodsworth e João Camargo abriram o restaurante, que ganhou prêmios da Veja Rio logo no primeiro ano. “O nome surgiu porque queríamos algo que tivesse link com arquitetura”, lembra o comerciante, que também abriu uma filial em Ipanema, que durou pouco tempo. Atualmente, sem a presença de João, que saiu no início da pandemia, a gestão do negócio fica com Jorge e sua mulher, Cláudia. Para eles, Nanquim se define com duas palavras: boa comida e bom atendimento.
Claudia e Jorge estão hoje no comando do restaurante que há três anos investe no delivery
Este conforto está presente no espaço, na disposição das mesas e no cardápio – que não se repete – e no treinamento da equipe, sempre pronta para atender os clientes que se dividem entre os que frequentam a casa diariamente, por conta do trabalho e as famílias que ocupam o salão no final de semana, sem pressa de ir embora. E no menu, quem leva a medalha de prato favorito é o risoto, em suas várias versões: camarão, alho poró, funghi e queijo coalho. “O importante é ter sempre um disponível. Domingo sem risoto é dureza. Vem sempre alguém reclamar”, brinca Jorge.
“O Nanquim é uma instituição no JB! É caro, mas quebra muito o galho da família e os atendentes são legais, conhecem os filhos, param e falam na rua,” afirmou o produtor cultural Felipe Continentino, em recente entrevista para o JBemF. Opinião semelhante tem o casal Lena Trindade e Abel Silva, que não abre mão de reunir a família domingo no restaurante.
Boa comida e bom atendimento definem o restaurante
Jorge reconhece o custo alto, mas tem consciência de que é o preço para ter um serviço de qualidade. “É só olhar para o cardápio que apresentamos diariamente. Tem filé mignon, tem salmão, comida japonesa e outros itens.A gente não repete”, atesta ele que conhece a maioria dos clientes pelo nome e pela periodicidade com que frequentam o espaço.
Morador do bairro, o gastroenterologista Alberto Falabella faz do Nanquim a extensão de casa, onde almoça diariamente com uma turma de amigos médicos. Para ele, é o melhor lugar para se comer no bairro. “A comida é ótima, com muita variedade, o ambiente é familiar e o atendimento especial. Nem durante a pandemia eu deixei de comer aqui”, – afirma.

Dr. Alberto frequentou até durante a pandemia
Outro grupo que tem mesa cativa diariamente no Nanquim é formado pelos engenheiros Cândido Magalhães, Jodele Esposti, Amadeu Sanches e Marcelo Arcoverde, além da psicanalista Patrícia Mussoi. Entre os predicados listados, a comida caseira e a variedade tem destaque, junto com o atendimento. De todos, Marcelo é o frequentador mais antigo, inclusive das outras unidades do restaurante, no Flamengo e em Ipanema. “Eu ajudava a divulgar os folhetos no prédio onde era síndico, em Ipanema”, comenta ele.
O grupo de Marcelo tem cadeira cativa
A pandemia foi um divisor de águas para o estabelecimento, que teve que se reestruturar. Foi por conta disso que Claudia acabou se unindo ao marido e ficou responsável pelo serviço de entrega, que atualmente começa meia hora antes da casa abrir. A divulgação do menu do dia é feita pelas redes sociais do restaurante e através de uma lista de clientes que recebem logo no começo da manhã, por WhatsApp. A excelência do atendimento está presente também no delivery, que é feito pela própria equipe do restaurante, “A gente vai subindo os pedidos à medida que o entregador chega e atualmente temos um serviço que funciona muito bem, tanto que a comida chega ainda quente no cliente -, reforça a sócia que tem uma média diária de 80 pratos no delivery”, afirma a sócia. No balanço destes 17 anos, Jorge reafirma o desejo de permanecer no bairro como sua prioridade
– Não quero mudar quase nada para o futuro, só ajustar algumas coisas. Não quero ir para lugar nenhum além daqui! Meu endereço é Rua Jardim Botânico 644 e não pretendo mudar!

Endereço: Rua Jardim Botânico, 644
Horário de funcionamento: diariamente, das 12h às 15h30
Delivery: (21) 3874-0015
WhatsApp – (21) 99860-7424
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